Nos passos da Edith Piaf

A vida e a tragédia da talentosa Edith Piaf.

Nos passos da Edith Piaf
Nos passos da Edith Piaf

Edith Giovanna Gassion, conhecida como Édith Piaf, nasceu em um dia de inverno de 1915 (19 de dezembro) no vigésimo distrito da capital francesa, porém a lenda fala que ela teria nascido no bairro de Belleville.

Filha de um artista de rua, ela foi abandonada, ao nascer, pela sua mãe, Lina Marsa e será criada pelo seu pai e sua avó paterna, dona de uma casa noturna na região francesa da Normandie.
Mimada pelas meninas da casa noturna, Edith perde a visão aos 7 anos de idade e sua avó, devota da Santa Teresa de Lisieux irá rezar até ela sarar. Foi dessa forma que Edith irá se curar, depois de lhe serem aplicadas faixas com terra de Lisieux nos olhos durante oito dias. Em 1963, no seu leito de morte, Edith ainda estaria usando a medalha de Santa Teresa de Lisieux no seu pescoço. 

Mas então, como uma menina nascida e criada nessas condições poderia vir a ser uma das maiores lendas da musica francesa? Como, de uma infância miserável e pobre, Edith passou a ser a "voz da França" no território nacional e pelo mundo afora? Como ela vai conseguir nos mostrar uma "Vie en rose"? 

Em 1922, ela partirá com seu pai, levando uma vida de rua, seguindo ele na suas andanças boemias e sem rumo, começando a cantar chamando assim a atenção de quem parava para ouvi-la. Em 1930, com apenas 15 anos, ela deixará seu pai, para formar um dueto musical de rua com Simone Berteaut, que passará a ser a amiga de uma vida. 

Ao conhecer seu primeiro amor, Edith e Louis Dupont irão se instalar no boêmio bairro de Montmartre, conhecido pela sua vida noturna de festa nas casas de show tal como o 
"Lapin Agile". Em seguida, ela vai dar a luz a uma menina chamada Marcelle, que irá falecer com dois anos de idade de uma fulgurante meningite; assim segue a vida e suas dificuldades.

Depois de cinco anos, cantando pelas famosas ruas e praças de Montmartre tal como rua de l’Abreuvoir, place du Tertre, rua Poulbot e rua Norvins, o empresário Louis Leplée, gerente da casa de show Le Gerny’s da avenida Champs-Elysées contrata Edith seduzido pela sua voz que lhe lembra um pardal cantando. 

Na Paris dos anos 30/40, os parisienses usavam um vocabulário chamado de « Argot » criado a partir de gírias típicas usadas até hoje, algumas até já entraram no dicionário . E foi assim que um "pardal" se falava "piaf" em argot e que a Edith foi batizada pelo monsieur Leplée: Edith Piaf. 

A carreira da Edith Piaf está lançada: dos discos de sucesso as maiores casas de show 
parisienses (Bobino, Alhambra, Olympia), ela irá colaborar com os "grandes" do meio musical francês, Raymond Asso, Yves Montant, Henri Contet, Gilbert Bécaud e mais tarde Charles Aznavour. 

Ela irá conquistar a alma dos alemães durante a ocupação nazi, ao ponto de representar a música francesa em Berlim, mas também promover a França em Nova York em 1948 onde irá se apaixonar pelo amor da sua vida, o pugilista campeão do mundo, Marcel Cerdan. 
O casal se instala num hotel particular em Boulogne Billancourt, nos arredores chiques de Paris, là mesmo onde Edith Piaf irá compor seu famoso êxito "L’HYMNE A L’AMOUR". 

Em 1949, Marcel Cerdan irá falecer num acidente de avião, voltando de Nova York para encontrar sua amada em Paris. O sofrimento e a culpa da Edith Piaf nunca mais a deixaram em paz. Apesar de varias outras relações vividas, de projetos artísticos, Edith Piaf mergulhará numa depressão sem volta juntando consumo de álcool e morfina. 

Marcada pelos excesos e os sofrimentos de uma vida, Edith PIAF falecerá em 1963 na cidade de Grasse, no sul da França nos braços da sua amiga Danielle Bonel. Ela será transportada no maior segredo para Paris, onde será sepultada no cemitério Père Lachaise, junto com sua filha Marcelle, no vigésimo distrito da capital francesa, onde tudo começou…

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